Iquitos

Passagens Literárias

Macunaíma

Mário de Andrade

Iquitos aparece como o ponto de passagem por onde os luxos do gigante viajavam antes de chegar ao banquete. Naquela época, a cidade era a grande metrópole da borracha no lado peruano, um lugar que fervilhava com o dinheiro vindo da exploração da selva. Na obra, ela funciona como um nó de uma rede de saques: mostra como o progresso da década de 20 era movido por mercadorias arrancadas da floresta e despachadas rio abaixo. Iquitos simboliza essa ponte entre a natureza bruta da Amazônia e a mesa farta de quem vive na metrópole, transformando a vida da selva em item de exportação.

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