Macunaíma: Atualmente um dos pontos mais charmosos e boêmios do centro, famoso pelo Mercado de Flores, o Arouche já era um centro comercial pulsante na década de 1920. Na obra, é aqui que a “malandragem” urbana de Macunaíma floresce. Para esconder a vergonha da caçada fracassada no Bosque da Saúde, ele mente para seus vizinhos (estudantes, datilógrafos e empregados públicos da classe média paulistana), afirmando ter caçado veados catingueiros em plena feira. O local representa o palco das interações sociais onde a mentira se torna a ferramenta de sobrevivência do herói.
Largo do Arouche
Na Sala de Aula
Passagens Literárias
Macunaíma
Mário de Andrade
O Arouche aparece na obra quando Macunaíma, querendo se gabar pros vizinhos da pensão, mente que caçou dois “viados-catingueiros” na feira do bairro. Naquela época, o largo já era um ponto central e elegante de São Paulo, famoso pelos seus mercados e flores. A graça literária aqui é ver o herói misturando o cenário urbano com a caça selvagem, tentando manter sua pose de imperador do mato mesmo cercado por prédios e bondes. O resultado? Os manos desmascaram a mentira, provando que no Arouche a única coisa que ele pegou foi fama de mentiroso.
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