Campinas

Passagens Literárias

Macunaíma

Mário de Andrade

O bicho-do-café, uma das pragas criadas na disputa entre os irmãos, acaba caindo justamente em Campinas. Na época em que Mário de Andrade escreveu a obra, a cidade era o grande polo da economia cafeeira paulista, movida por máquinas e pelo “arame” (dinheiro) que o herói tanto estranhou na capital. Literariamente, Campinas aparece como o alvo perfeito para essa “praga”, simbolizando como a natureza cobra seu preço em regiões dominadas pelo progresso agrícola desenfreado, onde o mato-virgem já tinha dado lugar aos cafezais sem fim.

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