Avenida Rio Branco

Passagens Literárias

Macunaíma

Mário de Andrade

Imagine o espanto de Macunaíma ao dar de cara com esse “cerradão” de prédios que era a Rio Branco. Na época, ela era o símbolo máximo do progresso, rasgada no centro do Rio com o nome que carrega até hoje, mas o livro a descreve como uma “maloca” moderna onde Vei e suas filhas circulam. Aqui, a análise é clara: a avenida representa a domesticação da natureza em favor do asfalto, mas uma domesticação que não resiste ao desejo, já que o herói esquece as juras de fidelidade para correr atrás das mulheres que passam sob as árvores da via. É o lugar onde a pressa da civilização tropeça na malandragem eterna de quem veio do mato.

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