Baía de Guanabara

Passagens Literárias

Macunaíma

Mário de Andrade

Depois de comer todas as frutas da árvore Volomã, Macunaíma é arremessado e cai justamente numa ilhota deserta na Baía de Guanabara. Naquele tempo, o Rio de Janeiro ainda era o Distrito Federal e a baía, embora já cercada pela urbanização crescente, mantinha recantos isolados que o livro pinta como cenários de lendas. O herói acorda ali todo sujo por um urubu e é nesse cenário marinho que ele encontra Vei, a Sol, que o recolhe em sua jangada. A baía aparece como esse portão de entrada para a “civilização” do Rio, mas também como um lugar de provação onde o herói, castigado pela natureza que ele mesmo explorou, precisa ser limpo e regenerado pelas filhas da luz para poder entrar na cidade.

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