Rio Tietê

Passagens Literárias

Macunaíma

Mário de Andrade

O Tietê é chamado carinhosamente (ou ironicamente) de “igarapé” pelo herói, que vê o rio lambendo os pés da cidade de São Paulo. Na época da obra, o rio já sofria com a urbanização, mas ainda era a espinha dorsal da capital paulista. Macunaíma deixa sua consciência na foz do Rio Negro e, quando chega ao Tietê, percebe que o mundo mudou: aqui o dinheiro manda e a natureza é outra. O rio é o símbolo da transição do herói do mato para a metrópole, onde as águas barrentas guardam as histórias de um Brasil que quer ser moderno.

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