Ilha de Boipeba

Passagens Literárias

Macunaíma

Mário de Andrade

Boipeba aparece num momento de “pé embaixo” na narrativa, quando Macunaíma está em plena fuga da Tigre Preta. O contexto da época já a situava no litoral baiano, mantendo o nome de origem tupi que remete à “cobra chata”. Na obra, a localidade ganha uma relevância curiosa: é associada ao surgimento mítico do automóvel. Segundo o texto, a onça-parda (que viraria máquina) engole um motor na barra do Boipeba para ganhar força e escapar da perseguição. É uma sacada genial do autor para mostrar como a tecnologia e a “civilização” se misturam de um jeito torto com a fauna e os mitos brasileiros, transformando o animal em máquina no meio do caminho.