América do Norte

Passagens Literárias

Macunaíma

Mário de Andrade

Para o herói, a América do Norte é o outro lado dessa moeda do controle estrangeiro, sendo citada como um destino provável para o Brasil caso a gente não cuidasse das doenças e dos insetos. No livro, o “estrangeiro” é muitas vezes um invasor, e a referência aos norte-americanos carrega essa crítica ao progresso que vem de fora e descaracteriza a terra. Macunaíma chega a dizer que a civilização europeia (e, por extensão, a ocidental/norte-americana) “esculhamba a inteireza do nosso caráter”, preferindo se declarar americano no sentido de pertencer ao continente, mas com um pé atrás diante de tudo que vem de lá para explorar nossas riquezas.